Livros

Agenda Solidária Ipo 2018


A Livros Horizonte, em parceria com o Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, apresenta, pelo segundo ano consecutivo, um projeto solidário que este ano apoia a Unidade de Transplante de Medula desta instituição, que celebra 30 anos desde a sua constituição.

Com textos de doze personalidades que dão conta da Primeira Vez de uma emoção, de um acontecimento com um significado importante nas suas vidas, magnificamente ilustrados por Carla Nazareth.

Compre em: https://www.wook.pt/livro/agenda-solidaria-ipo-2018/20741991

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Filmes

Movies:”The Glass Castle (O Castelo de Vidro)”


Em 2005, a autora Jeannette Walls escreveu um livro de memórias sobre a sua infância disfuncional, quando vivia em pobreza e a sua família mudava de casa constantemente, entre o Arizona e a Califórnia, para fugir a dívidas. O pai era alcoólico; a mãe, artista. Ambos tentavam distrair os filhos da pobreza através do estímulo à imaginação deles.
Passados 12 anos, a história é adaptada ao cinema por Destin Daniel Cretton, que realizou “Temporário 12” em 2013 e, um ano antes, o não lançado entre nós “I’m Not a Hipster”. O elenco inclui Brie Larson (estrela de “Temporário 12”), Woody Harrelson, Naomi Watts e Max Greenfield.

 

 

Livros

“As Estrelas, o Caos e Eu”


Sobre a Obra:

Por vezes, só precisas de um pouco de caos na tua vida.

A Meg é a típica nerd de ciências que sonha mais com as estrelas lá em cima do que com o mundo cá em baixo. Mas está prestes a receber uma missão carregadinha de realidade. A mãe partiu inesperadamente numa das suas viagens loucas e deixou a Meg a tomar conta da irmã bebé.

Esta promoção a adulta da casa, mais rápida do que um foguetão, veio na pior altura possível: o momento em que está a decorrer um concurso cujo prémio é uma visita à sede da NASA. Nada mais, nada menos do que o grande sonho da Meg. Para dificultar ainda mais as coisas, o seu rival, o Ed, também está na corrida.

Pelo meio, ainda há um avô meio louco, galinhas, hamsters, um adorável cão baboso de ar maléfico, uma mãe com muito para aprender, colegas de escola populares e insensíveis, e, obviamente, uma fantástica história de amor entrelaçada no meio de todo o caos.

Dividida entre a responsabilidade de cuidar de um bebé e a vontade de conquistar as estrelas, a Meg vai precisar de um verdadeiro milagre cósmico para não perder o norte.

Mas há quem diga que os milagres acontecem!

 

Sobre o Autor:

Antes de começar a escrever livros, Jenny McLachlan era professora de Inglês numa escola secundária. Embora gostasse muito de ensinar adolescentes cheios de piada (e de aproveitar algumas das coisas que eles diziam para enriquecer os livros dela), Jenny achou que escrever sobre eles a tempo inteiro era bem mais divertido.

Afinal, a escrita é a sua grande paixão! Quando não está a pensar em novos enredos, a escrever histórias ou a comer bolo, Jenny adora dançar jive e correr. Vive à beira-mar com o marido e as suas duas filhas.

Saiba mais sobre a autora em www.jennymclachlan.com.

 

Livros

“Papéis Diferentes – Algumas Histórias”


Sobre a Obra:

Um romance febril e divertido entre dois melhores amigos. Um veterano da II Guerra Mundial cura as suas cicatrizes físicas e emocionais. Um ator de segunda categoria que é atirado para o estrelato e de repente encontra-se no meio de uma estreia tempestuosa. Um colunista do jornal de uma pequena cidade com perspetivas do mundo moderno bastante antiquadas.
Uma mulher a adaptar-se à sua vida no novo bairro depois do divórcio. Quatro amigos que vão à Lua e voltam numa nave construída no quintal das traseiras. Um surfista adolescente que tropeça na vida secreta do próprio pai.

Estas são apenas algumas personagens e enredos que Tom Hanks cria no seu primeiro livro de ficção, uma recolha de histórias que explora com grande ternura, humor e perspicácia a condição humana e algumas das suas particularidades. Todas têm uma coisa em comum: uma máquina de escrever desempenha um papel em cada história, umas vezes menor, outras vezes fulcral. Para muitos, as máquinas de escrever representam uma perícia e beleza cada vez mais difíceis de encontrar. Hanks alcança-as facilmente.

 

Sobre o Autor:

 Filho de avós açoreanos, Tom Hanks, vencedor de dois Óscares, já representou muitos papéis diferentes enquanto ator, mas como escritor esta é a sua primeira investida. E de grande sucesso.
Aclamado pela crítica e pelo público, este livro coloca-o esplendorosamente na categoria de nova voz da ficção contemporânea, mostrando que Tom Hanks é tão talentoso enquanto escritor como enquanto ator.

 

Livros

“Para lá do inverno”


Sobre a Obra:

Isabel Allende parte da célebre frase de Albert Camus para nos apresentar um conjunto de personagens próprios da América contemporânea que se encontram «no mais profundo inverno das suas vidas»: uma mulher chilena, uma jovem imigrante ilegal guatemalteca e um cauteloso professor universitário.

Os três sobrevivem a uma terrível tempestade de neve que se abate sobre Nova Iorque e acabam por perceber que para lá do inverno há espaço para o amor e para o verão invencível que a vida nos oferece quando menos se espera.

Para lá do inverno é um dos romances mais pessoais da autora: uma obra absolutamente atual que aborda a realidade da migração e a identidade da América de hoje através de personagens que encontram a esperança no amor e nas segundas oportunidades.

 

Sobre o Autor:

Isabel Allende nasceu em 1942 no Peru. Viveu no Chile entre 1945 e 1975, com largos períodos de residência noutros locais, na Venezuela até 1988 e, desde então, na Califórnia. Em 1982, o seu primeiro romance, A casa dos espíritos, converteu-se num dos títulos míticos da literatura latino-americana. Seguiram-se muitos outros, todos êxitos internacionais. A sua obra está traduzida em trinta e cinco línguas. Foi galardoada com o Prémio Nacional de Literatura do Chile.
Recentemente foi homenageada pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, com a Medalha Presidencial da Liberdade a mais importante distinção civil daquele país.

 

Filmes

Movies: “Porto”


Com produção executiva de Jim Jarmusch, este filme de Gabe Klinger, que antes tinha realizado o documentário Jogo Duplo: James Benning e Richard Linklater, é notório por ter sido rodado e se passar no Porto, e por ser um dos últimos filmes (o derradeiro como protagonista) de Anton Yelchin, que morreu em Junho de 2016. É a história, contada de forma fragmentada e não-linear, do amor entre um norte-americano e uma francesa um pouco mais velha (Lucie Lucas), que se encontram no Porto mas depois têm dificuldade em voltarem a estar juntos. A narrativa vai alternando entre o tempo que passaram juntos e depois as alturas em que estão ambos sozinhos, com diferentes formatos e representações visuais. A produção está a cargo, entre outros, do realizador português Rodrigo Areias.

Livros

“Viagem à União Soviética”


Sobre a Obra:

No início dos anos 70 do século passado, Urbano Tavares Rodrigues visitou a União Soviética durante três semanas na companhia de outros escritores portugueses. Esteve em Moscovo e Leninegrado (actual São Petersburgo), no Cazaquistão e no Uzbequistão, no «novo mundo siberiano» e no fabuloso Oriente.

Em cada paragem falou com pessoas, conheceu as suas casas, entrou em museus, palácios, igrejas, livrarias, até num hospital, devido a doença repentina, sem se coibir de fazer perguntas, por mais incómodas que fossem. Queria descobrir a «verdadeira sociedade colectivista» e os impactos da «grande revolução tecnocientífica».

Foi uma viagem apaixonada, de um militante do Partido Comunista, mas também uma viagem de indagação, de verificação, de questionamento. De alguém que sabia que apenas poderia reter «informações forçosamente limitadas, impressões forçosamente subjectivas».

O resultado é um livro que surpreende pela lucidez cristalina das suas observações, nunca obscurada pela sombra do entusiasmo propagandístico e ideológico.
Numa prosa admirável, plena de ritmo e sugestivas descrições, Urbano Tavares Rodrigues revela a independência de espírito que sempre marcou a sua obra.

Um documento para a história contemporânea portuguesa.

 

Sobre o Autor:

Urbano Tavares Rodrigues não é apenas o grande escritor do Alentejo, das suas gentes e das suas paisagens, é também o romancista e contista de Lisboa e de outras atmosferas cosmopolitas que, como jornalista e professor universitário, bem conheceu, viajando por todo o mundo.

Catedrático jubilado da Faculdade de Letras de Lisboa, membro da Academia das Ciências, tem uma obra literária e ensaística muito vasta e traduzida em inúmeros idiomas, do francês e do espanhol ao russo e ao chinês. Obteve diversos prémios, entre eles o de Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores, o prémio Fernando Namora, o Ricardo Malheiros da Academia das Ciências, etc.
De entre os seus maiores êxitos de crítica e de público, lembramos A Noite Roxa, Bastardos do Sol, Os Insubmissos, Imitação da Felicidade, Fuga Imóvel, Violeta e a Noite, O Supremo Interdito, Nunca Diremos Quem Sois, A Estação Dourada.

Urbano Tavares Rodrigues, que foi afastado do ensino universitário durante as ditaduras de Salazar e Caetano, participou activamente na resistência e foi preso e encarcerado por várias vezes nos anos sessenta.

Faleceu no dia 9 de agosto de 2013, em Lisboa.

 

Livros

Escritor João Pinto Coelho vence Prémio LeYa 2017


O escritor João Pinto Coelho venceu o Prémio LeYa 2017 com o romance “Os loucos da rua Mazur”.

No anúncio do vencedor, esta sexta-feira na sede do grupo editorial LeYa, o presidente do júri, Manuel Alegre, afirmou que “Os loucos da rua Mazur” é um romance “bem estruturado, bem escrito, que capta a atenção quer pelo tema, quer pela construção em tempos paralelos”.

O júri elogiou “as qualidades de efabulação e verosimilhança em episódios de  brutal com motivações ideológico-políticas e étnico-religiosas” deste romance inédito de João Pinto Coelho.

O autor tem já publicado o romance “Perguntem a Sarah Gross”, de 2015, que foi finalista do prémio LeYa em 2014.

De acordo com o currículo do autor, João Pinto Coelho nasceu em Londres, em 1967, e é licenciado em Arquitetura pela Universidade Técnica de Lisboa.

Em 2009 e 2011 participou em ações do Conselho da Europa, em Auschwitz, na Polónia, tendo juntado alunos portugueses e polacos no projeto “Auschwitz in 1st Person/A Letter to Meir Berkovich”.

Este é o maior prémio para uma obra inédita escrita em língua portuguesa, no valor monetário de 100 mil euros, e inclui a edição da obra pelo grupo editorial LeYa.

Presidido por Manuel Alegre, o júri deste ano foi ainda constituído pelos escritores Nuno Júdice e Pepetela, pelo crítico José Castello, pelo professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra José Carlos Seabra Pereira, pelo reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo Lourenço do Rosário, e pela professora da Universidade de São Paulo Rita Chaves.

No ano passado, o júri deliberou por unanimidade não atribuir o prémio, dada a falta de qualidade das obras apresentadas, repetindo o que sucedera em 2010, a primeira vez em que não foi atribuído o galardão.

Em 2015, o vencedor foi “O Coro dos Defuntos”, de António Tavares, sucedendo a Afonso Reis Cabral, vencedor da edição de 2014, com “O Meu Irmão”.

O primeiro vencedor do Prémio Leya, em 2008, foi Murilo Carvalho, com o romance “O Rasto do Jaguar”, ao qual se seguiu “O Olho de Hertzog”, de João Paulo Borges Coelho.

Em 2011, o júri distinguiu o romance “O Teu Rosto Será o Último”, de João Ricardo Pedro, em 2012 “Debaixo de Algum Céu”, de Nuno Camarneiro e em 2013 “Uma Outra Voz”, de Gabriela Ruivo Trindade, a primeira mulher a ser distinguida com este galardão.

De acordo com o regulamento, o Prémio LeYa visa “incentivar a produção de obras originais de escritores de Língua Portuguesa, e destina-se a galardoar uma obra inédita de ficção literária, na área do romance, que não tenha sido premiada em nenhum outro concurso”.

O regulamento determina ainda que podem candidatar-se ao prémio “todas as pessoas singulares com plena capacidade jurídica, independentemente da sua nacionalidade”.

Source: https://www.jn.pt/artes/interior/escritor-joao-pinto-coelho-vence-premio-leya-2017-8859254.html

 

Livros

“A Última Viúva de África”


Sobre a Obra:

Alice Oliveira, nascida e criada no Minho, num meio pobre e sem outros horizontes a não ser o casamento com algum camponês borrachão e a criação de uma enorme e desgraçada prole, ou o trabalho duro nas fábricas locais, cedo tomou as rédeas do seu destino.

Nos anos cinquenta do século passado terá emigrado para o continente africano, pertencendo ao reduzido número de portugueses que permaneceu na antiga colónia belga do Congo após a independência.

Conhecida nesses tempos por Madame X pelas autoridades portuguesas, para quem trabalhava como informadora, e por Kisimbi, a «mãe», pelos mercenários que combatiam em prol da secessão do Catanga, ela permanece uma figura misteriosa, que ganha contornos bem definidos neste romance, A Última Viúva de África, onde se recria o percurso de vida, os motivos, os encontros e desencontros e a rede de contactos que fizeram dela a amante frustrada do continente africano, a viúva branca de um paraíso perdido com a descolonização.

 

Sobre o Autor:

Carlos Vale Ferraz, pseudónimo literário de Carlos de Matos Gomes, nasceu a 24 de julho de 1946, em Vila Nova da Barquinha. Foi oficial do Exército, tendo cumprido comissões em Angola, Moçambique e Guiné. O seu romance Nó Cego (1983) tornou-se de referência obrigatória na ficção portuguesa sobre a guerra colonial.
Algumas das suas obras foram adaptadas ao cinema e à televisão, e colaborou com Maria de Medeiros no argumento do filme Capitães de Abril.
É investigador de História Contemporânea de Portugal. Publicou, como Carlos de Matos Gomes e em coautoria com Aniceto Afonso, os livros Guerra ColonialOs Anos da Guerra Colonial e Portugal e a Grande Guerra.

 

EXCERTO:

«Eu vi o outro lado, vi corromper até ao âmago os negros a quem nós, os brancos, queríamos deixar como nossos capatazes. Vi onde fomos buscar aqueles que escolhemos para nos substituir nos palácios dos governadores, nos quartéis-generais, nas sedes dos bancos ultramarinos, fomos recrutá-los aos seminários, às repartições do baixo funcionalismo, às secretarias dos regimentos das tropas de segunda linha, às tesourarias das empresas. Vi-os praticar o pior que lhes tínhamos ensinado. Como ganharam as eleições, cortando os braços aos eleitores dos adversários, a uns pelos cotovelos, os manche courtes, e a outros pelos pulsos, os manche longues. Impedindo-os de colocarem o dedo com a sua impressão num boletim de voto. Assisti à derrocada da Europa em África, vencida e traída pela América, aliada e campeã da civilização ocidental. A Alice Oliveira foi das que antecipou instintivamente esse resultado. Lutou até ao fim.»

 

Livros

“Lincoln In The Bardo”


Vencedor do Man Booker Prize 2017

Sobre a Obra:

On 22 February 1862, two days after his death, Willie Lincoln is laid to rest in a marble crypt in a Georgetown cemetery. That very night, shattered by grief, his father Abraham arrives at the cemetery, alone, under cover of darkness.

Over the course of that evening, Abraham Lincoln paces the graveyard unsettled by the death of his beloved boy, and by the grim shadow of a war that feels as though it is without end. Meanwhile Willie is trapped in a state of limbo between the dead and the living – drawn to his father with whom he can no longer communicate, existing in a ghostly world populated by the recently passed and the long dead.

Unfolding in the graveyard over a single night, narrated by a dazzling chorus of voices, Lincoln in the Bardo is a thrilling exploration of death, grief and the deeper meaning and possibilities of life.

 

Sobre o Autor:

Valioso cronista dos absurdos da vida moderna, George Saunders (Texas, 1958) é professor de escrita criativa na Universidade de Syracuse, em Nova Iorque, e o seu inusitado percurso de vida levou-o de Chicago e Samatra à colaboração literária com a New Yorker nos anos 90. Inspirado pelo realismo sujo de Raymond Carver e pelas proezas estilísticas de Donald Barthelme, Saunders legou-nos as premiadas colectâneas de contos CivilWarLand in Bad Decline (1996), Pastoralia (2000), In Persuasion Nation (2006) e Dez de Dezembro (Ítaca, 2016), que lhe valeram elogios de David Foster Wallace, Zadie Smith e Thomas Pynchon. Soube na perfeição, e com um humor negro e incómodo, cruzar a literatura, o poderoso caos contemporâneo e uma crítica mordaz ao capitalismo e ao consumismo.