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O livro de ensaios que é uma história intelectual e política de Mario Vargas Llosa.

Sobre a Obra:

Sendo um livro de ensaios biográficos, O Apelo da Tribo é, ao mesmo tempo, uma história intelectual e política do Prémio Nobel da Literatura: do percurso que partiu de uma juventude impregnada de marxismo e existencialismo sartriano, acabou na maturidade liberal e passou pela revalorização da democracia, ajudado por autores como Orwell, Camus ou Koestler.

Neste livro, os autores que são objeto de estudo são os filósofos e pensadores que leu exaustivamente, que moldaram a sua visão do mundo e os valores que crê deverem reger as sociedades contemporâneas: Adam Smith, José Ortega y Gasset, Friedrich August von Hayek, Sir Karl Popper, Raymond Aron, Sir Isaiah Berlin e Jean-François Revel.

Sobre o Autor:

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2010

Mario Vargas Llosa nasceu em março de 1936, em Arequipa, no Peru. Aos 17 anos decide estudar Letras e Direito e, no ano seguinte, casa com a sua tia Julia Urquidi – assegurando a subsistência com trabalhos muito diversos, como conferir e rever nomes de lápides, escrever para rádio ou catalogar livros. Em 1959 abandona o Peru e, graças a uma bolsa, ingressa na Universidade Complutense de Madrid, onde conclui um doutoramento que lhe permite cumprir o sonho de, um ano depois, se fixar em Paris. Aí, sempre próximo da penúria, foi locutor de rádio, jornalista e professor de Espanhol. Por esse tempo tinha apenas publicado um primeiro livro de contos. Regressado ao Peru em 1964, divorcia-se de Julia Urquidi e casa-se no ano seguinte com a sua prima Patricia Llosa, com quem parte para a Europa em 1967 (depois de ter publicado A Casa Verde, em 1966). Até 1974 viveu na Grécia, em Paris, Londres e Barcelona – após o que regressa ao Peru. Em Lima pode, finalmente, dedicar-se em exclusivo à literatura e ao jornalismo, nunca abandonando a intervenção política, que o levou a aceitar a candidatura à presidência da República em 1990. Vive em Londres desde essa época, escrevendo romances, ensaios literários, peças jornalísticas e percorrendo o mundo como professor visitante em várias universidades. Entre os muitos prémios que recebeu contam-se o Rómulo Gallegos (1967), o Príncipe das Astúrias (1986) ou o Cervantes (1994). Em 2010, foi distinguido com o Prémio Nobel da Literatura.