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Sobre a Obra:

Uma das últimas obras escritas por Yukio Mishima, publicada originalmente nas páginas da edição japonesa da revista Playboy ao longo de 1968, Vida à Venda só recentemente foi descoberta pelo grande público, conquistando nos últimos anos novos leitores japoneses e merecendo traduções em vários pontos do mundo.

Farto dos seus dias, e depois de uma tentativa frustrada de suicídio, Hanio Yamada, jovem publicitário, decide pôr um anúncio no jornal: «Vendo a minha vida. Pode utilizá-la conforme as suas conveniências.» A partir desse momento, uma série de personagens estranhas virão ao seu encontro – uma mulher vampira, espiões, uma jovem viciada em LSD – e, peripécia após peripécia, entre o humor e a frieza, Hanio depara-se sucessivamente com algo que o impede de se desfazer da sua existência.

Original, irreverente, jocoso, este romance propõe um excêntrico passeio pelas profundas considerações do autor sobre a morte e o valor da vida.

Sobre o Autor:

Yukio Mishima, novelista e dramaturgo, pseudónimo de Kimitake Hiraoka, nasceu em Tóquio em 1925 e suicidou-se de forma mediática, praticando o ritual japonês seppuku, a 25 de novembro de 1970, manifestando assim a sua discordância com o abandono das tradições japonesas e a aceitação acrítica de modelos consumistas ocidentais. O idealismo que enforma a sua obra e conduzirá a sua vida está enraizado no tradicionalismo militar e espiritual dos samurais, e a sua conceção da arte liga-se a um elevado culto da alma e do corpo. Mishima é um dos mais conhecidos escritores japoneses, várias vezes apontado como candidato ao Prémio Nobel da Literatura, e autor de obras inesquecíveis como Confissões de Uma Máscara (1948), O Templo Dourado (1956) ou O Marinheiro que Perdeu as Graças do Mar (1963).