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Sobre a Obra:

Maya Angelou tinha 17 anos quando, de uma relação fortuita e infeliz, nasceu o seu primeiro e único filho. Foi a maior dádiva de uma relação sem amor, mas teria muitas outras ao longo de uma vida extraordinária. E teria muitas filhas também: as milhares de mulheres de todo o mundo que nela encontraram uma referência, uma permanente fonte de inspiração.

Uma delas chamava-se Oprah Winfrey. E foi a pensar nela, nos recados e mensagens que lhe enviou ao longo de décadas, que Maya Angelou decidiu fazer este livro. Reuniu aqui, em 28 textos, que sintetizam décadas de experiência – e a sabedoria acumulada ao longo delas.

Numa voz sempre poética, terna e calorosa, a autora fala de si, da sua infância e adolescência, e de um caminho onde todos os obstáculos foram sendo superados. Nesta pequena obra, onde cada palavra conta, devolve-nos as suas memórias, a sua relação com o mundo, discute o papel da raça e do racismo, do medo, do amor, do papel da mulher.

Carta à Minha Filha é um livro que não se explica, que não se resume. É uma voz vertida no papel, que nos envolve, aquece e guia.

Sobre o Autor:

Maya Angelou (1928-2014) foi uma das mais destacadas vozes das artes e letras norte-americanas. Escritora, poeta, cantora e ativista dos direitos humanos, tornou-se conhecida sobretudo pelas suas sete autobiografias, que são também uma história da América. Ao longo de 50 anos, escreveu ainda ensaios, coletâneas de poemas, peças de teatro e guiões para filmes, que lhe valeram mais de meia centena de prémios. Na sua juventude foi ajudante de cozinha, dançarina em clubes noturnos, prostituta, fez parte do elenco do musical Porgy and Bess e foi jornalista no Egipto e no Gana durante os tempos da descolonização. Ativista dos direitos civis, trabalhou com Martin Luther King Jr. e Malcolm X. A partir de 1990, começou a dar palestras um pouco por todo o mundo, missão que prolongou até depois dos 80 anos. Em 1993, recitou um dos seus poemas na inauguração do primeiro mandato do presidente Bill Clinton.