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O projeto faz uma pergunta nas redes sociais – Cão ou Sem Casa? – e os seguidores respondem com dezenas de adoções. Porque, diz Joana Lamoso, 27 anos, “para a adoção, uma boa foto conta muito”.

Juntou-se a Ana Tavares, protetora de animais de rua, e a Joana Rodrigues e Catarina Adão, fotógrafas, para criar a página de Facebook que no ano passado conseguiu um lar para mais de 40 animais abandonados.

O voluntariado está no sangue da gestora de redes sociais, natural da Feira, que esteve na génese da delegação local da Cruz Vermelha e ainda angaria bens para doar a associações ligadas à causa animal. Em 2015 criou a “Cão ou Sem Casa” para impulsionar adoções.

Associações pedem ajuda

“Há animais que estão para adotar há mais de um ano e de repente fazemos uma boa foto e temos três ou quatro pessoas interessadas”, diz. Contam mais de cinco mil “gostos” as quatro voluntárias que fotografam cães e gatos de forma criativa. “Só fotografamos e divulgamos, os animais são de pessoas que recolhem da rua, mas as próprias associações pedem-nos ajuda em casos mais difíceis”. Cada sessão é uma aventura. Fazem-nas em casa e recorrem a acessórios alusivos à época. “Enquanto uma fotografa, duas seguram o cão e outra tenta chamar a atenção dele”. Publicam pelo menos três fotos de cada animal e juntam-lhes sempre um relato da sua história de vida. Por isso, nem sempre os mais bonitos e de porte pequeno são os campeões das adoções. “Alguns penso que não vão ser adotados, e são logo, porque as pessoas têm pena. É o caso de uma cadela que não tinha um olho”.

Já lá vão quase três anos e centenas de fotos. “Gostávamos de ter um espaço para fotografar, porque ainda fazemos isto em casa. E sonho com uma medida de esterilização e identificação em massa neste país”.

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Source: https://www.jn.pt/