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A invicta não pára e os chefs estão mais criativos do que nunca: pratos de autor, petiscos, comidas do mundo. Este é o novo roteiro gastronómico da cidade. 

A Invicta reinventa-se e os chefs seguem-lhe o caminho, seja a fazer renascer clássicos tripeiros ou a importar novas comidas da Ásia e da América do Sul. Este caldeirão de culturas está no ponto – e pronto para se provar. Entre espaços mais ligados à tradição para nos sentarmos de faca e garfo, aos cantinhos de petiscada ibérica ou ainda a novidades frescas com toque oriental, esta selecção de restaurantes e petiscarias que acabam de abrir promete tornar o verão bem mais interessante.

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Restaurante Pedro Limão

Sabe-se que o tártaro tem especiarias indianas e o tamboril um caldo de rabanete. E mais detalhes? «Eu não gosto de falar sobre comida. Gosto apenas de cozinhar», sublinha. Apesar da relutância, o chef apresenta sempre cada um dos pratos aos clientes, deixando margem para uma ou outra descoberta. A única e pouco árdua tarefa que recai sobre os visitantes que aceitam embarcar nesta viagem gastronómica com Pedro Limão.

Tripeiro

Mudam-se os tempos mas não se mudam as vontades. Era uma vez um clássico restaurante do Porto, de portas abertas desde os anos 50. Em setembro de 2016, aquelas fecharam-se à chave e julgou-se que para sempre. Algo se perdeu mas também se transformou. No início de maio, o Tripeiro renasceu das cinzas com o mesmo nome e a mesma estrela: as tripas à moda do Porto.

Manteve-se o emblemático néon com o nome à entrada, mas este é agora um espaço cosmopolita e acolhedor, fruto da vontade de seis empresários da restauração [Cantina 32, Puro 4050, O Amor É e a Casa de Pasto da Palmeira] que se uniram para criar este restaurante com o foco na comida tradicional portuguesa.

Ímpar Flores

Para quem precisar de algo mais consistente, são servidos pratos como polvo à lagareiro, bife de atum com batata a murro, magret de pato com salada e batata a murro ou naco de carne com maturação de 30 dias e recomendado para quatro pessoas , entre outros. Durante a semana há sempre prato do dia (carne e peixe), por 8 euros.

In’Vulgar

Hugo Pinheiro, de 26 anos, abriu um lugar na Foz com aquilo que achava que faltava na zona: comida tradicional portuguesa, francesinhas e uma carta com sugestões diárias do chef, em vez do comum menu executivo. Pratos como bacalhau com broa, grelos e feijão papo-de-rola, filetes de polvo com arroz do mesmo, bife Três Pimentas e costeletão grelhado com molho maronês são algumas das sugestões.

A carta apresenta também sabores mais internacionais como é o caso do tornedó Wellington e do magret de pato.

A.DO.RO

A recém nascida casa de petiscos A.DO.RO, em Leça da Palmeira, é já o segundo projeto de restauração do casal Cristina Castro e Manuel Teixeira. O anterior ocupava o mesmo espaço, chamava-se La Peregrina e estava vocacionado para os sabores do mar e para asostras, mas imprevistos de saúde e a saída do chef Orlando Silvério levaram Cristina e Manuel a repensar o restaurante. Desta vez com Filipe Silva, também experiente nestas andanças e com um novo mestre na cozinha, António Alvim.

Na carta do novo A.DO.RO – decorado com cores marítimas e com uma cauda de baleia como símbolo – continua a haver ostras e tapas do mar – bacalhau com queijo da Serra, folhado de salmão, amêijoas à Bulhão Pato, entre outros – e também «tapas da terra», como o mini-bitoque, crepes de requeijão com mel ou cogumelos portobello com presunto, tudo em doses para partilhar. Ao almoço há menu executivo (8,90 euros). Quem quiser algo diferente, como um prato de peixe grelhado, pode encomendar com um dia de antecedência.

 

Bao’s – Taiwanese Burger

A aventura de João Winck começou entre as bancas de comida de rua de Taiwan, onde reina o Gua Bao, um pequeno pão de massa pálida cozido ao vapor. O espírito empreendedor fê-lo regressar ao Porto para lançar o primeiro espaço dedicado a esta espécie de hambúrguer asiáticos.

À receita tradicional recheada com barriga de porco, picles, coentros e amendoim juntou, na carta, criações vegetarianas com tofu, uma de bacalhau e outra com caranguejo de casca mole. Uma sidra sem álcool, chá com pequenas bolas gelatinosas e os ingredientes-chave chegam todos da Ilha Formosa para que «o sabor seja o mais autêntico possível».

A pensar nos grupos grandes, João prepara, sob reserva antecipada, um pernil de cinco quilos que é curado durante 12 horas e assado lentamente por outras oito. Um encontro da fast com a slow food, para conhecer os novos sabores asiáticos que fazem a sua estreia na cidade.