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«Entre a dor e a esperança. O testemunho de um médico de Lampedusa.»

Sobre a Obra:

A tragédia dos refugiados que chegam à Europa

Yasmin, Anwar, Omar, Samar, Kebrat: homens, mulheres e crianças que escaparam à guerra e à fome. São migrantes que chegaram às margens de Lampedusa em segurança. Mas há os que chegam à «ilha dos desembarques» sem vida. Pietro Bartolo conta-nos as suas histórias.
Nos últimos 25 anos, este médico tem acolhido, ajudado e prestado assistência médica aos migrantes. E ouviu-os. Contos de dor e esperança, histórias dos que não resistiram, dos que morreram no mar; histórias daqueles que perderam as suas famílias, de bebés que não chegaram a nascer. E há a alegria dos que sobreviveram à viagem através do deserto e do outro lado do mar e que agora procuram um futuro diferente. Estas histórias estão entrelaçadas com a história pessoal de Pietro, as dificuldades de um menino que cresceu numa família de pescadores e lutou para mudar o seu destino e o da sua ilha. Quando se tornou médico, não virou as costas e decidiu viver na linha da frente daquilo que é talvez considerado a maior migração em massa na história da Humanidade.

O autor é uma das personagens principais de Fogo no Mar, filme (documentário) de Gianfranco Rosi, vencedor do Urso de Ouro do Festival de Cinema de Berlim 2016.

Sobre o Autor:

Pietro Bartolo nascee em Lampedusa numa família de pescadores e trabalhou no barco do pai. Depois de se licenciar em Medicina, regressou a Lampedusa, onde dirige a sua clínica, desde 1991, sempre na primeira linha de ajuda aos migrantes resgatados. É uma das personagens principais de Fogo do Mar, o filme (documentário) de Gianfranco Rosi, vencedor do Urso de Ouro do Festival de Cinema de Berlim 2016.

Lidia Tilotta é jornalista da RAI, Rádio Televisão Italiana. A partir de Lampedusa, contou muitas histórias sobre os migrantes que chegam à ilha ou que perderam a vida no mar. Em Palermo dirige «Mediterraneo», programa para o qual realizou diversas reportagens.

 

«Não podemos impedir que as pessoas fujam. Mas sim, podemos decidir o nível de bondade e humanidade com que as tratar.» – António Guterres