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Sobre a Obra:

Muitas vezes comparado a autores como Proust, Kafka, Eco, Borges ou Marquéz, Orhan Pamuk é o romancista turco mais galardoado a nível nacional e internacional, tendo sido recentemente distinguido com o IMPAC, o mais valioso prémio literário do mundo. Profundamente inovador no contexto do romance turco, Pamuk faz a ponte entre o Ocidente e o Oriente, a modernidade e a tradição, o passado e o futuro. Nada é ao acaso. Ao fluxo de histórias aparentemente desligadas, de pensamentos metafísicos, sonhos, fábulas, memórias, sátiras sociais e excursões históricas subjaz um único intuito: a busca de identidade – de si mesmo, de alguém que se ama, da própria Turquia, da cidade de Istambul, de um significado para a vida. Quando Galip, o protagonista, inicia uma procura desesperada por Ruya e Djélâl, a mulher e o primo direito subitamente desaparecidos, fá-lo, efectivamente, a vários níveis, e as suas tentativas para encontrá-los representam a própria tentativa de Pamuk para descrever a busca.
Os Jardins da Memória é uma obra apaixonante, provocadora e inventiva, uma tapeçaria esplêndida da cultura do Médio Oriente e islâmica, e também uma fascinante meditação sobre a identidade, a memória e a realidade.

Sobre o Autor:

Orhan Pamuk nasceu na Turquia, em 1952, e estudou Arquitetura antes de se licenciar em Jornalismo pela Universidade de Istambul, profissão que nunca exerceu. Grande estudioso e leitor insaciável, escreve desde os 23 anos, uma atividade que o tornou universalmente conhecido e lhe valeu inúmeros prémios, distinções. Em 2006 foi agraciado com o Nobel da Literatura. A obra de Pamuk é seguida com o maior interesse tanto no Ocidente como na própria Turquia, onde os seus livros são sempre bestsellers, apesar das suas posições críticas em relação à política do país. A Presença tem publicado as obras deste autor, entre as quais Uma Estranheza em Mim, finalista do Man Booker International Prize em 2016. Cevdet Bei e os seus Filhos é o primeiro romance escrito por Orhan Pamuk em 1982, agora também disponível em Portugal. Nele o autor representa magistralmente a emergência da Turquia moderna, um tema que atravessa toda a sua obra.