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Sobre a Obra: 

«Angustiado, o discípulo foi visitar o seu mentor espiritual e perguntou-lhe com uma voz desanimada:

– Como me posso libertar, venerado mestre?

O preceptor respondeu:

– Meu amigo, e quem é que te prende senão a tua mente?»

Os mestres espirituais da Índia foram os primeiros a servirem-se da narrativa, para instruir espiritualmente os seus discípulos. A maioria destas narrativas é milenar e anónima e foi sendo transmitida de forma oral, de mestre a discípulo, durante séculos. Em poucas palavras, estes contos partilham conhecimentos fundamentais e profundos que abrem a mente e o coração, e podem ser interpretados consoante a perspicácia e o grau de maturidade mental de quem os escuta. O autor fez mais de setenta viagens à Ásia onde recolheu os melhores contos orientais.

Sobre o Autor:

Ramiro Calle estudou os efeitos terapêuticos das psicologias orientais e explorou as pontes que existem entre a meditação e a psicanálise, a psicoterapia e a neurologia. Professor da Universidade Autónoma de Madrid foi o primeiro a promover investigações médicas sobre a terapia ioga em Espanha, em colaboração com especialistas médicos, e a ensinar ioga, relaxamento e técnicas de meditação como forma de prevenir e combater problemas psicossomáticos. Pioneiro do ensino de ioga em Espanha, disciplina que lecciona há mais de 30 anos, é director do centro de Ioga e Orientalismo Shadak. É considerado um dos mais importantes escritores orientalistas de Espanha. As suas cerca de setenta viagens à Ásia permitiram-lhe entrevistar especialistas, mestres e orientalistas, experiências que inclui nos seus livros de orientalismo e auto-ajuda, lidos por milhões de leitores em todo o mundo.

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“O fio condutor de todas estas deliciosas histórias é o ímpeto de despertar a consciência para uma dimensão mais elevada e fecunda, a fim de atingir uma melhoria pessoal, para benefício próprio e de outros. Se realmente quisermos e alimentarmos a motivação necessária, empreendendo um trabalho sério através da nossa maturidade psicológica, conseguiremos que o nosso aperfeiçoamento não seja apenas um conto, mas uma maravilhosa realidade.”

Citações:

“É preciso aprender a distinguir entre o acessório e o substancial mediante o discernimento correcto, e ir recuperando esse “eu verdadeiro”, diferente do “seu social”. A rosa do conhecimento desponta dentro de nós mesmos.”

” A mente debate-se numa atmosfera rarefeita de obscurecimentos, medos e tendências neuróticas que geram confusão e dor. O pior inimigo está na mente. Mas a mente que prende é a mente que liberta, e a mente inimiga pode transformar-se em mente amiga se pusermos em prática a via do autoconhecimento e do desenvolvimento da mesma.”

“O que somente está dentro, não se pode encontrar apenas fora. O aroma do Eu Verdadeiro emana da natureza real que é preciso ir explorando e descobrindo em nós mesmos.”

“Aferradas às suas opiniões, muitas pessoas carentes de uma mente livre, ampla e aberta às opiniões alheias, assim que se põem em causa as suas crenças e pontos de vista, reagem de forma autodefensiva e ignorante, desencadeando as suas energias hostis e virulentas.”

“O antigo adágio reza: Da mente partem dois caminhos: um conduz aos céus, o outro ao paraíso”

“O ser humano deve se exercitar-se para ir purificar o seu entendimento e para desenvolver um correto discernimento.”

“O sábio hindu Ramana Maharshi declarava que a única coisa à qual há que renunciar é à ignorância da mente e ao sentido de posse. Não há apego mais forte que os dos sonhos, ilusões e fantasias. O desapego é uma atitude mental. Consiste nessa visão cabal que nos permite ver com uma profundidade reveladora a transitoridade de tudo o que é composto e não induz ao apego, mas ao desprendimento.”

“No caminho do autoconhecimento e da construção de nós mesmos, não nos podemos deixar vencer pela preguiça ou pelo desmaio e determo-nos. É preciso duvidar e investigar, e continuar em frente para nos melhorarmos a nós mesmos e ao mundo que nos rodeia.”

“Como declarava Buda: “Opõe-te a uma vaga de pensamentos insalubres com uma vaga de pensamentos salutares.”

“É preciso assumir três fases no caminho para a realização de nós mesmos. A primeira consiste em ouvir os ensinamentos; a segunda, em assimilá-los com lucidez, e a terceira em pô-los em prática e exercitá-los na meditação.”

“Para os sábios do Oriente, o pensamento e as atitudes mentais têm um grande poder, porque a mente é o fundamento de tudo. Tal como pensamos, assim somos. Os pensamentos tendem a transformar-se  em estados de ânimo e em acções.”

“Não há poder como o silêncio, Buda declarava: “Quando não tiveres nada importante para dizer, guarda um nobre silêncio”,ou ainda, “Se não podes melhorar o que foi dito, observa o silêncio”.”