Livros

“Um Mapa Para Chegar ao Coração da Criança”


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Miguel Mealha Estrada é psicoterapeutica da infância e da adolescência. Licenciou-se no Reino Unido, onde trabalhou vários anos para o serviço nacional de saúde e desenvolveu centros terapêuticos familiares para crianças e jovens com autismo. Concluiu, mais tarde, uma pós-garduação na Carl Jung Clinic e mestrado em Psicoterapia da Infância, Adolescência e Família. Regressou, em 2012, a Portugal, dando continuidade à sua carreira de prática clínica.

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Alguma vez imaginou o que pensa um bebé quando está na barriga da mãe? E o que passa pela cabeça de uma criança enquanto cresce? Porque é que faz birras? Que medos e mudanças desperta nos pais? Que conflitos emocionais a assombram? O que é que ela gostaria que os pais entendessem quando se zangam com ela? Como transporta ela o seu mundo interno para o sistema educativo?

Este livro revela-lhe a forma como uma criança vê e sente o mundo desde a gestação até à pré-adolescência e dá-lhe um mapa detalhado que o ajuda a chegar ao coração dos mais pequenos.

“A tristeza, a falta de confiança ou a timidez de uma criança nada tem a ver com a chamada auto-estima”. Para o psicoterapeuta Miguel Mealha Estrada, o narcisismo “saudável” é que “fundamental para que todos consigam humanizar-se e ser capazes de amar alguém”

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 Começei a ler e já recomendo a todos a sua leitura!!!

Citações:

” O Mistério é o da transformação de cada um na procura da transcendência feita interdependência”.

” A reconstrução afectiva de cada um faz-se na relação. É através de uma sintonia original que o “eu” no “nós” regula e nos determina numa arquitectura emocional positiva.”

“Acredito que os ajustes na relação entre pais e filhos só são possíveis através do entendimento emocional e da identificação mútua – num processo de aprendizagem que, mais do que ensinado, deve ser vivido.”

 “Quando a criança percebe que alguém sente o mesmo que ela, encontra um porto seguro. A partir daí, tem condições para começar a crescer emocionalmente e desenvolver o seu sentido de coerência para com ela mesmo e para com os outros.”

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“É na barriga das nossas mães que aprendemos a reconhecer e os hábitos culturais que apreciaremos mais tarde, depois de nascermos.”

“A imagem que uma mulher tem de si própria enquanto mãe resulta da identificação com os afectos que recebem como filha.”

“…nenhum bebé, homem ou mulher, é uma ilha isolada. Vivemos integrados numa alquimia colectiva, que nos liga aos nossos pais e àquilo que nos rodeia.”

“Citando António Coimbra de Matos: “Existo porque fui amado”. Nunca haverá amor perfeito, nem as mães atingirão o patamar da perfeição idealizada. Mas é fundamental que a criança sinta que tem essa casa, onde conta com a constelação do amor maternal. Isso dar-lhe-à segurança.”

“A maternidade estará sempre ligada aos afectos e aos efeitos dos mesmos.”

“A forma como a mãe encara a sua própria humanidade, tem uma enorme influência na auto-imagem do bebé e na relação que ele cria com os outros. Este é um aspecto fundamental, já que é nesta empatia, na cooperação e no entendimento que reside o futuro da humanidade.”

“Tal como um pinheiro em crescimento, estou vulnerável aos ventos, tempestades e terramotos, mas também conto com a força que me traz o sol da Primavera. Para crescer, o pinheiro tem de superar as adversidades da natureza. Eu tenho de fazer o mesmo com o meio que me rodeia.”

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“… o pilar de qualquer relação de qualidade é sentir-se livre e seguro, mesmo que a paixão ondule. Mais vale um pingo de lealdade do que viver com uma sombra de dúvida sobre a felicidade.”

“Humanizar o narcisismo exacerbado é tentar alinhar a consciência que temos de nós como um lado como a do nós real. Assim, é mais fácil alcançar o coração da criança.”

“A brincar, aprendo a comunicar, a sentir, a pensar e a amar, tanto agora, nesta minha primeira adolescência, como quando for grande. Todos nós precisamos do nossa aldeia.”

“A experiência e a ciência mostraram-me que a falta de uma pessoa de referência na vida delas (crianças) pode trazer-lhes graves problemas psiquiátricos. A pesquisa leva-me a arriscar a dizer que mais vale que elas cresçam numa cabana no meio do campo com uma figura de referência permanente do que numa instituição que apenas lhes dá cama, mesa e instrução.”

“Quer se deva à esperança, quer resulte do medo, a autoridade está ancorada nos nossos primeiros anos de vida e na  maneira como o organismo se habituou a lidar com ela. Também pesa a resposta que o meio envolvente lhe deu. Traz com ela outros sentimentos que  lhe ficaram associados: alegria, frustração, excitação, medo, euforia, alienação, esperança, solidão ou outros que possam ter pesado ao longo do tempo. Em grande parte, a resposta actual desperta um processo inconsciente, ou seja, acontece sem que a possamos controlar, é automática, e tanto depende da situação concreta com que nos deparamos na actualidade como daquilo que ficou ao passado. Sem que tenhamos intenção, reaparecem memórias de idealizações e fantasias.”

“O conceito de auto-realização é um dos motores que trazem o ser humano seguir em frente pela vida fora, tentando ser mais do que já é, expandindo o seu ser tendo em conta a sua própria condição humana no mundo.”

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“O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo!” – Mário Quintana

 

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